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Posso mudar o seguro de vida do crédito habitação depois da escritura?

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O seguro de vida associado ao crédito habitação pode ser revisto depois da escritura. Antes de mudar, é importante confirmar coberturas, capital seguro e eventuais condições do contrato de crédito.

Muitas pessoas contratam o seguro de vida associado ao crédito habitação no momento da escritura e nunca mais voltam a olhar para ele.

É compreensível. Na altura da compra da casa há documentos, prazos, decisões, aprovações e muitas preocupações ao mesmo tempo. O seguro acaba por ser visto como mais uma formalidade necessária para concluir o processo.

Mas o facto de ter contratado um seguro de vida nessa altura não significa que nunca mais o possa rever.

Em muitos casos, faz sentido voltar a analisar o seguro de vida associado ao crédito habitação, sobretudo quando já passaram alguns anos, quando o prémio mensal aumentou, quando o capital em dívida mudou ou quando pretende perceber se existem alternativas adequadas ao seu caso.

O seguro de vida tem obrigatoriamente de ficar no banco?

O seguro de vida associado ao crédito habitação é frequentemente pedido pela instituição de crédito como forma de proteger o valor em dívida em caso de morte ou invalidez da pessoa segura.

Isso não significa, porém, que o cliente deva olhar apenas para a proposta apresentada no momento do empréstimo.

O ponto essencial é este: antes de mudar, deve confirmar as condições do seu contrato de crédito e perceber se existem bonificações, reduções de spread ou outras condições associadas à manutenção de determinados produtos.

Ou seja, a pergunta não deve ser apenas:

“Posso mudar?”

Deve ser também:

“O que acontece ao meu contrato se mudar?”

O que deve confirmar antes de alterar o seguro

Antes de substituir o seguro de vida associado ao crédito habitação, deve verificar alguns pontos:

  • qual é o capital seguro exigido;
  • quais são as coberturas exigidas pelo banco;
  • se o contrato exige morte e invalidez;
  • que tipo de invalidez é aceite;
  • se o capital deve acompanhar o capital em dívida;
  • quem deve ser o beneficiário aceitante;
  • se existe alguma bonificação de spread associada ao seguro atual;
  • se há custos, prazos ou comunicações obrigatórias;
  • se a nova apólice cumpre as condições pedidas pela instituição de crédito.

A comparação não deve ser feita apenas pelo valor mensal.

Um seguro pode parecer mais barato e, mesmo assim, ter coberturas diferentes, exclusões relevantes ou condições menos adequadas ao seu caso.

O preço é importante, mas não é o único fator

É natural querer pagar menos. O seguro de vida é um encargo mensal que se soma à prestação da casa, condomínio, energia, transportes e restantes despesas familiares.

Mas no seguro de vida associado ao crédito habitação há uma dimensão adicional: a proteção financeira da família e o cumprimento das exigências do crédito.

Por isso, ao comparar propostas, deve olhar para:

  • prémio mensal;
  • evolução do prémio ao longo dos anos;
  • coberturas incluídas;
  • exclusões;
  • idade das pessoas seguras;
  • capital seguro;
  • prazo remanescente do empréstimo;
  • condições médicas e profissionais;
  • aceitação pela seguradora;
  • aceitação pela instituição de crédito.

A melhor proposta não é necessariamente a mais barata. É a que equilibra preço, coberturas e adequação ao seu caso.

Quando pode fazer sentido rever

Pode fazer sentido rever o seguro de vida do crédito habitação quando:

  • contratou o seguro há vários anos;
  • nunca comparou alternativas;
  • o prémio aumentou de forma significativa;
  • fez amortizações no crédito;
  • alterou prazo, capital ou condições do empréstimo;
  • mudou a sua situação familiar;
  • quer perceber se as coberturas continuam adequadas;
  • quer confirmar se está a pagar por uma solução ajustada ao seu perfil atual.

Não é preciso esperar pelo fim do empréstimo para rever o seguro. A revisão pode ser feita durante a vigência do crédito, desde que respeite as condições aplicáveis.

Como a prever.pt pode ajudar

Na prever.pt fazemos uma análise simples e prudente.

O objetivo não é dizer que deve mudar em todos os casos. O objetivo é comparar, esclarecer e perceber se existe uma alternativa adequada.

Para isso, normalmente são necessários alguns dados:

  • idade da pessoa ou pessoas seguras;
  • capital em dívida ou capital seguro pretendido;
  • prazo remanescente;
  • coberturas exigidas;
  • informação básica sobre o contrato atual;
  • prémio atual, se disponível.

Com estes dados, é possível avaliar alternativas e perceber se faz sentido avançar.

Quer rever este tema no seu caso?

Na prever.pt pode pedir uma simulação ou análise sem compromisso.

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